segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Curiosidade Bíblica de A - Z parte V

Inquisição: Nome do antigo tribunal eclesiástico cujo objetivo era investigar e punir os crimes contra a igreja católica sendo chamado também de Santo Ofício.
Nos primeiros tempos do cristianismo a heresia era punida com a excomunhão, emanada dos tribunais especiais presididos pelos bispos.
Já no fim do século XII esses tribunais, também conhecidos como Sínodos, alargando a esfera de ação limitada pelas autoridades eclesiásticas, começaram a perseguir os hereges atormentando-os primeiro e espoliando-os depois, isto porque os bens dos infelizes eram confiscados imediatamente.
A Inquisição foi uma arma usada tanto pela igreja como pelo Estado, não raro mais pelo Estado.
Esses tribunais era eclesiástico, integrados geralmente por padres dominicanos que examinavam, absolviam ou condenavam os acusados. A justiça que dava cumprimento as sentenças era leiga e era designada pelo nome de Braço Secular.
Nos primeiros tempos da Inquisição as penalidades eram a confiscação dos bens, o exílio e a tortura. Na Idade Média o castigo maior era a morte pelo fogo.
Em alguns países o número de condenados foi muito grande. Na Espanha o cardeal Tomás Torquemada durante os 14 anos como chefe do Santo Ofício enviou 8.800 vítimas a fogueira e cerca de 96.000 pessoas a penas alternativas.
Por ocasião da comemoração do centenário do nascimento do padre português Antonio Vieira, em 1901, o arcebispo de Évora, D. Augusto Eduardo Nunes, disse de público: "A Inquisição portuguesa perpetrou crudelíssimos e infamíssimos abusos.
Isaías: Nome do mais antigo dos profetas maiores de Israel que viveu durante os reinados dos reis Osias, Joaz, Acaz e Ezequias.
Era filho de Amós, nome que não se deve confundir com o do profeta de mesmo nome o terceiro dos chamados profetas menores, pastor de Tecoa.
Residiu em Jerusalém e iniciou o seu ministério profético em 740 a. C. "no ano em que o rei Ozias morreu".
Islamismo: Religião que consiste em cega obediência aos preceitos do chamado Alcorão, em árabe Palavra de Deus, e nos ensinamentos do profeta Maomé, seu fundador (570-652 d.C.). Também conhecido como Islã, Islame, Maometismo e Muçulmanismo.
Maomé foi um simples condutor de camelos até desposar uma rica viúva, Kadija, quinze anos mais velha que lhe possibilitou realizar um ideal a muito acalentado, restaurar a religião monoteísta de Abraão na Arábia politeísta daquela época.
Diz-se que apesar de iletrado era muito sábio persuadindo-o de sua missão divina o arcanjo Gabriel que lhe ensinou a doutrina que deveria pregar, que incluía a criação de uma teocracia poderosa, capaz de unificar o povo árabe.
Organizou um grupo de iniciados ditando-lhes segundo inspiração divina uma série de normas, preceitos religiosos e políticos que posteriormente comporiam o livro sagrado do Islame, palavra que significa submissão a vontade de Alá. 
O Corão ou Alcorão se firma em torno de um dogma central "Não há outro Deus senão Alá e Maomé é o seu profeta".
Os maometanos creem na existência de anjos, professam fé nos antigos profetas bíblicos, acreditam no Juízo Final, na predestinação divina dos bons e dos maus, oram cinco vezes ao dia, jejuam no nono mês, o ramadã, pagam dízimo e realizam pelo menos uma peregrinação a Meca, visitando a Caaba.
Restringem seu regime poligâmico a cinco esposas legítimas, permitem o divórcio e aprovam a guerra santa, a djihad, contra os infiéis.
Maomé morreu em Medina no ano 652 da era atual.
Teocrático com os primeiros quatro califas ortodoxos o Islamismo tornou-se monárquico militar com os Oncíadas de Damasco e os Abácidas de Bagdá.
Os islamitas não olhavam os judeus e os cristãos como infiéis chegando a permitir que conservassem seus cultos depois de conquistados.
Após a morte de Maomé houve uma cisão no Islã, provocada pelo problema de sua sucessão, levando a divisão do Islamismo em Sunitas e Xiitas.
Israel (Estado de Israel): País do Oriente Médio cujos habitantes são em 90% da etnia hebraica, os israelenses.
Limita-se ao norte com o Líbano, a leste com a Síria e a Jordânia, ao sul com o Egito e a oeste com o Mediterrâneo.
Sua capital administrativa é Telavive e religiosa Jerusalém. A língua oficial é o hebraico e a religião o Judaísmo existindo minorias muçulmanas e cristãs.
Divisão Político-Administrativa: 6 Distritos - Centro, Haifa, Jerusalém, Norte, Sul e Telavive.
O poder legislativo e exercido pelo Knesset, parlamento com 120 membros, o Chefe de Estado é o Presidente e o Chefe de Governo o Primeiro Ministro.
Aspecto Físico - A planície costeira é recortada apenas pela Baia de Haifa; a região central é montanhosa abrangendo as colinas da Galileia ao norte; as da Judeia e da Samaria ao centro e o deserto de Negueve ao sul.
O vale do Jordão é formado pelo rio do mesmo nome, que atravessa o Lago de Tiberíades e deságua no Mar Morto.
Ao findar a 1ª Guerra Mundial a Palestina passou para o controle britânico situação que se prolongou até 1948, quando foi criado o Estado de Israel.
Mas as nações árabes não aceitaram essa situação ocorrendo então um conflito armado entre eles e os israelenses que termina com o armistício de 1949.
Nessa ocasião o estado judeu já tinha ampliado em 50% seu território original. O estado de beligerância entre árabes e hebreus permanece até hoje.
Em 1947 eclodiu novo conflito por causa da divisão da Palestina feita pela ONU que não foi aceita pelos árabes. Com a saída da Inglaterra da Palestina em maio de 1948 os árabes atacaram Israel sendo derrotados após uma campanha de seis meses, de Julho de 1948 a janeiro de 1949. O resultado foi que a Galileia e o norte do deserto de Negueve foram ocupados por Israel.
Em 1956 após a nacionalização do Canal de Suez pelo Egito recrudesceu a luta contra Israel, sendo formada uma confederação entre Jordânia, Arábia Saudita, Síria e Egito. Israel derrotou o Egito e em 31 de outubro chega a 30 Km do Canal de Suez quando, então, tropas inglesas e francesas ocupam a região de Suez. Após a intervenção dos Estados Unidos as forças britânicas e francesas são substituídas por soldados da ONU. Atendendo os Estados Unidos em 1957 Israel desocupa a região de Gaza.
Em 1967 houve a chamada Guerra dos Seis Dias contra vários países árabes, de 5 a 10 de junho de 1967.
Israel ocupou o território a leste do Jordão inclusive a parte velha de Jerusalém, Nablus, Belém, Ramalá e Hebrom, pertencentes a Jordânia.
Do Egito Israel ocupou todo o Sinai chegando até Suez.
Ocupou ainda as Colinas do Golã pertencentes a Síria.
Em 1973 houve lutas sangrentas em Suez e nas Colinas do Golã, sendo que após milhares de mortes a ONU conseguiu impor um cessa-fogo.
Finalmente em 1981 houve o ataque israelense ao Iraque visando destruir supostas instalações nucleares em Tamuz, situada a 25 quilômetros de Bagdá.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Curiosidade Bíblica de A - Z parte IV

Fé: De maneira geral pode-se definir a fé como convicção fundada não sobre a evidência ou sobre o raciocínio, mas sobre o testemunho.
Assim entendida, a fé é, mesmo na ordem natural, a fonte do maior número de nossos conhecimentos.
Na ordem sobrenatural a fé tem por fundamento, segundo os teólogos, não os testemunhos humanos, mas a própria Palavra de Deus. Esta é a diferença, a fé cristã é, pois, a adesão do nosso espírito as verdades que Deus nos revelou e ensina através da sua igreja.
Fenícia: País da antiguidade localizado entre o Mar Mediterrâneo e o norte do Líbano. Por sua excepcional localização tornou-se a maior potência marítima da época. Percorreram grande parte do mundo conhecido e foram os fundadores de Cartago, grande cidade africana rival de Roma.
Suas cidades mais importantes foram Sidon, Tiro, Trípoli e Betrito, atual Beirute.
Foi conquistada por Alexandre em 332 a. C. e a parti daí foi dominada sucessivamente pelos assírios, romanos, árabes e turcos.
Filisteus: Povo que se estabeleceu no litoral do Mediterrâneo, na região chamada por eles de filistina, e dando as terras do interior o de palestina, que prevalece até hoje. Os filisteus não eram semitas sendo, provavelmente, originários da Ilha de Creta. Adotaram a língua e o culto cananeu: o deus Marna era adorado em Gaza; Dagon em Gaza e Achdôd; Baal em Ecron e a deusa Nerketo em Ascalon. Na época dos juízes, após o governo de Abimeleque submeteram os judeus ao seu domínio. Os israelitas só recuperaram sua liberdade depois de 50 anos após uma guerra cujos episódios mais conhecidos são a vida de Sansão, a tomada da Arca do Acordo que foi devolvida após uma série de epidemias nas hostes dos filisteus e o desafio entre Davi e Golias.
Galileia: Uma das quatro partes em que estava dividida a província romana da Palestina na época de Cristo. Estava dividida em duas partes a Baixa Galileia que compreendia as terras das tribos de Issacar e Zebulom e a Alta Galileia, chamada Galileia dos Gentios por causa do grande número de gentios ali instalados, compreendendo as terras das tribos de Naftali e Aser. É ao leste da Galileia que fica o Lago de Tiberíades ou Lago de Genesaré ou ainda Mar da Galileia, atravessando pelo Rio Jordão.
A baixa Galileia estava localizada ao sul da Alta Galileia se estendendo desde Tiberíades até Ptolomaida, já no Mediterrâneo.
Hemisfério: Cada uma das duas partes da Terra imaginariamente dividida pela linha do Equador. Este círculo divide o planeta em dois hemisférios: o Hemisfério Norte, chamado Boreal ou Setentrional; e o Hemisfério Sul, Austral ou Meridional. Essas duas grandes porções da esfera terrestre contém inteiramente as grandes massas continentais em que se dividem as terras emersas: Hemisfério Oriental formado pela Eurásia, Africa e Austrália; e Hemisfério Ocidental formado pelas Américas e pela Antártida.
Herodes: Dinastia de idumeus que governaram diversas partes da Palestina, pouco antes da vinda de Cristo até a destruição de Jerusalém no ano 70 d. C.
Herodes, o Grande, rei da Judeia de 37 a. C. ao ano 1 d. C. Conquistou a Idumeia, reconstruiu a cidade de Samaria, antiga capital do Reino de Israel, destruída pelos assírios, mudando seu nome para Sebaste, em honra do imperador romano Augusto, Sebastes em grego. Construiu o porto de Cesareia e reformou o Templo de Jerusalém.
Seu reinado foi marcado por sua grande crueldade, sendo responsável por muitas mortes inclusive de familiares. De acordo com o Novo Testamento procurou auxiliar os magos vindo do Oriente a encontrar o recém-nascido menino Jesus e ordenar a morte dos inocentes em Belém e toda a região.
Herodes Filipe - filho de Herodes o Grande, esposo de Herodias e pai de Salomé. Morreu no ano 34 da nossa era.
Herodes Antipas - filho de Herodes o Grande e irmão de Herodes Filipe. Foi tetrarca da Galileia e mandou decapitar João Batista que o acusava de adultério por sua ligação com Herodias, esposa de seu irmão. Pôncio Pilatos enviou Jesus a ele para que fosse julgado, quando o mesmo visitava Jerusalém. Morreu em 39 d. C.
Herodes Agripa I - neto de Herodes o Grande e pai de Berenice. Rei da judeia de 41 a 44 d. C. Por sua ordem foi preso o apóstolo Pedro e morto a espada o apóstolo Tiago Maior. Tornou-se poderoso graça a amizade dos imperadores Calígula e Claudio.
Herodes Agripa II - filho de Herodes Agripa I, e rei da Judeia de 52 a 68 d. C. Assistiu ao cerco e tomada de Jerusalém pelo exército de Tito no ano 70. Foi o último governante da dinastia dos Herodes, que durou cerca de 150 anos. 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Curiosidade Bíblica de A - Z parte III

Diabo: É o nome dado pelos teólogos aos anjos caídos, inimigos de Deus e tentadores do homem. Na mitologia é o termo que se aplica a seres intermediários entre os deuses e os homens. São conhecidos também como anjos maus, espíritos malignos, ou espíritos das trevas.
A igreja ensina que Deus criou os anjos puros e bons mas submeteu-os a uma prova misteriosa em que os vencedores foram admitidos no céu; o restante que resistiu a vontade de Deus foram condenados ao suplício sem fim do lago de fogo. Esses últimos são chamados diabos.
Dialeto: É uma variação de uma língua principal.
Eclesiastes: Título de um dos livros do Velho Testamento. Nas Bíblias latinas o Eclesiastes ocupa o segundo lugar entre os chamados livros sapienciais. O nome é a tradução grega do nome "Kohleth" que o autor traduziu do texto hebreu significando "pregador".
Este pequeno livro em doze capítulos começa com uma sentença que resume todo o seu conteúdo: "Vaidade de vaidades! Tudo é vaidade".
Até o século XVI todos os estudiosos e comentadores da Bíblia foram unânimes em considerá-lo obra do rei Salomão. Entre os modernistas, os críticos protestantes e mesmo nos meios católicos é lhe atribuída uma data mais recente, sobre o qual, porém, não estão de acordo, pois atribuem-no ora a um dos ministros do rei Ezequias, ao governador Zorobabel ou a um autor anônimo do século 2 a. C.
Ecumenismo: Nome dado ao movimento organizado pela igreja católica que visa reunificar todas as igrejas cristãs.
Epicurismo: Sentimento espiritual que busca o máximo possível de prazeres carnais com um mínimo de dores ou sacrifícios.
Equinócio: Época em que o Sol, ao descrever a eclíptica, passa pela linha do Equador, que divide a Terra em dois hemisférios, norte e sul. Nesse momento os dias tornam-se iguais às noites em todas as partes do planeta.
O chamado equinócio da primavera é no qual o Sol parece chegar em 20 de março, ocasião em que passa do hemisfério austral para o boreal. O equinócio do outono é aquele em que o Sol parece chegar no dia 22 de setembro, quando passa do hemisfério boreal para o austral.
São eles que marcam o começo das duas estações acima denominadas.
O equinócio da primavera também é chamado ponto vernal.
Esdras: Doutor da lei e sacerdote israelita, codificador do judaísmo, tendo vivido no século V a. C.
Exilado na Babilônia na época do rei persa Artaxerxes I Longímanus (465-424) ou, segundo outros, Artaxerxes II Mnêmon (404-358), obteve permissão para retornar com 1500 correligionários para Jerusalém.
Realizou então uma obra de revivescimento religioso, tendo ainda se destacado pela sua intolerância para com os casamentos mistos que encontrou em Jerusalém. Organizou a Grande Sinagoga, restaurou o Templo de Jerusalém, criou o Rabinato, renovou a consagração a Lei Mosaica, criou a instituição dos escribas, o Tribunal do Sinedrim e reformulou a educação religiosa.
É o autor da restauração definitiva do texto da Lei Mosaica, ainda em uso hoje em Israel, a Torá.
Evangelho: Palavra de origem grega formada por dois vocábulos, significando "Boas Novas".
Segundo os teólogos ensinam a doutrina de Cristo nos quatro livros onde estão registradas a vida e os ensinamentos de Jesus. Esses vocábulos eu e aggelion deram origem a palavra latina evangelium, donde nos veio evangelho.
Acredita-se que os quatro evangelhos, conhecidos por Evangelhos Canônicos foram escritos sob a inspiração do Espírito Santo.
A igreja coloca-os na frente do Cânon dos Livros do Novo Testamento; os Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João.
Os três primeiros são denominados também de Evangelhos Sinóticos, isto é, harmônicos, porque, a despeito das diferenças apresentadas existe entre os três uma viva concordância. As principais diferenças estão nos pormenores e na ordem dos fatos relatados.
O Evangelho de João é colocado a parte por ter sido escrito, segundo a maioria dos estudiosos, muitos anos após a condução dos outros três.
O conteúdo dos Evangelhos pode ser dividido em cinco partes: os atos humanos de Jesus; seus milagres, suas profecias, os exemplos que serviram para a criação dos dogmas da igreja, e finalmente, o ensino moral.
As quatro primeiras partes tornaram-se objetos de controvérsias, mas a última é inatacável pois diante desse código inclinam-se até os incrédulos. Esse é um terreno onde todos os cultos podem obrigar-se, porquanto nunca foi objeto das contendas que as questões dogmáticas suscitam sempre.
Ezequiel: Quarto dos chamados Profetas Maiores do Antigo Testamento era filho de Buzi, de origem sacerdotal. Foi levado para a Babilônia por Nabucodonozor, onde, as margens do Rio Cobar, Deus lhe falou através de visões.
Nabucodonozor, rei de Babilônia, determinou a invasão de Judá, caindo Jerusalém em seu poder no oitavo ano do seu reinado. Levou cativo o rei Joaquim, que reinava havia apenas 3 meses e 10 dias, suas esposas, sua mãe, os criados, os príncipes, os eunucos, os oficiais do exército, os artífices, os lapidários e, também o profeta, que ainda não havia completado 30 anos de idade.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Curiosidade Bíblica de A - Z parte II

Babilônia: Cidade da Mesopotâmia, as margens do Rio Eufrates, cerca de 90 Km ao sul da atual Bagdá capital do Iraque.
Seu rei Nabucodonozor conquistou a Palestina e a Síria.
Em 539 a. C., o rei Ciro da antiga Pérsia, atual Irã, destruiu completamente a cidade.
Baltasar: 1) Personagem bíblico, filho de Nabucodonozor, e último rei da Babilônia, e é sitado no capítulo cinco do Livro de Daniel. Foi morto por Dario que usurpou o trono.
2) Segundo a tradição é o nome de um dos três magos do Oriente que adoraram o menino Jesus após o seu nascimento. Os outros chamavam-se "Gaspar e Melchior".
Caio Julio Cesar: 102-44 a. C. cônsul romano em 59 a. C. Formou com Pompeu e Crasso o chamado 1º Triunvirato, em latim, governo de três. Morto no ano 44 a. C. no senado, aos 56 anos. Otávio sobrinho de Cesar, Antonio e Lépido formaram o 2º Triunvirato. Otávio se livrou dos dois adversários e tornou-se o 1º imperador de Roma com o título de Augusto.
Os imperadores que se seguiram adotaram o título de Cesar Augusto, de 63 a. C. - 138 d. C., Tibério, Calígula, Claudio, Nero, Vespasiano, Tito, Domiciano, Nerva, Trajano e Adriano.
Coorte: Era a unidade tática de uma legião do exército romano. Uma legião possuía dez coortes com 500 a 600 homens, quando seu efetivo estava completo. A única exceção era a primeira coorte cujo efetivo era duplo e chamada por isso de prima ou miliária pois era a encarregada da proteção e guarda do estandarte da Águia Romana, símbolo do poderio militar romano.
Cada coorte era dividida em cinco ou seis centúrias com 100 soldados cada, comandados por dois centuriões.
Concupiscência: É o desejo intenso da carne por gozos materialistas e, mais particularmente, um acentuado apetite sensual.
A doutrina cristã reconhece que existe nos homens inclinações que levam para o campo das sensações físicas. Essas inclinações não são necessariamente más pois contidas e dirigidas pela razão tornam-se úteis auxiliares da vontade.
Mas o pecado original quebrou o equilíbrio da alma e tudo o que a vontade enfraquecida perdeu, foi ganho pelo apetite sensível, que desde então, não contente em somente servir, aspira dominar a vontade.
É esse desregramento da nossa vontade que recebeu o nome de concupiscência.
Davi: 2º rei de Israel. Era o mais moço dos oito filhos de Jessé, rico proprietário em Belém, cidade da tribo de Judá. Guardava os rebanhos de seu pai quando, por ordem de Deus, Samuel o último juiz da nação, deu-lhe a unção real como sucessor do rei Saul abandonado por Deus. Teria reinado de 1055 a 1014 a. C.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Curiosidade Bíblica de A - Z parte I

Aarão: Irmão primogênito de Moisés e primeiro sumo-sacerdote judaico, nascido no Egito. Segundo a Bíblia foi escolhido por Deus para secretariar Moisés, prestando-lhe o concurso da sua eloquência, quer perante Faraó, quer perante os hebreus.
Abimeleque: Personagem bíblico, filho de Gedeão. Mandou matar seus irmãos e fez-se juiz de Israel. Morreu no cerco de Tebas, na Palestina.
Abjuração: Originalmente era o ato solene pelo qual se renunciava a uma religião. Especialmente, uma religião estranha ao catolicismo.
Abraão: Patriarca de Israel, nascido em Ur, na Caldéia. Segundo o livro de Gênesis descendia de Sem, o filho mais velho de Noé, na oitava geração.
Obedecendo a Deus estabeleceu-se, primeiramente, na chamada Mesopotâmia, e mais tarde em Canaã, a terra prometida por Deus e onde este lhe anunciou que seria o pai de um grande povo (muitas nações). Foi pai de Ismael, do qual descendem os árabes e de Isaque de quem descendem os hebreus.
Absalão: Terceiro filho de Davi, assassino de seu irmão Amnon. Conspirou contra seu pai obrigando-o a fugir de Jerusalém. Foi vencido por Joabe que o matou. A história de Absalão encontra-se nos capítulos 13 e 14 do 2º Livro de Samuel.
Acabe: Rei de Israel, nascido de Jezabel. Reinou de 917 a 897. Morreu no cerco de ramoth, Galaad.
Acaz: Rei de Judá, filho de Joatão a quem sucedeu em 734. Proclamado rei aos 20 anos, entregou-se a idolatria, fazendo passar o próprio filho pelo fogo. Traidor entregou os tesouros do Templo de Jerusalém aos Assírios. Morreu em 726 a. C.
Adonai: Palavra hebraica que significa Senhor é o nome que no Antigo Testamento se dá a Deus. Os judeus pronunciam essa palavra Adonai junto com o tetragrama inefável YHVH e para formalizarem a pronúncia os massoretas combinaram as vogais de Adonai com as consoantes do tetragrama.
A pronúncia Jeová, resultado da combinação é um barbarismo, que nunca foi admitido pelos judeus, e data do século XVI sendo usado pelos cristãos.
Adonias: Quarto filho do rei Davi e herdeiro natural do trono após a morte de Absalão. Entretanto Davi nomeou Salomão como seu sucessor e Adonias, suspeito de traição, foi condenado a morte.
Adventistas: Denominação religiosa que prega a volta de Jesus Cristo a terra. Do latim adventos que significa vinda, chegada.
O ramo mais conhecido dessa igreja é o dos Adventistas do Sétimo Dia, que teve origem na cidade de Washington, em 1844.
O fundador da seita foi William Miller, que ao estudar a profecia das sete semanas do profeta Daniel, calculou o fim do mundo para o ano de 1843. A seita caiu em descrédito subdividindo-se em vários ramos que creem no retorno iminente de Jesus.
Agar: Personagem bíblica, escrava egípcia de Sara, mulher de Abraão. De seu senhor, com consentimento de Sara, teve Ismael, o primogênito de Abraão. Quando Sara deu à luz a Israel exigiu do marido a expulsão de Agar e seu filho. No deserto com sede e famintos os dois, mãe e filho, foram socorrido por um anjo. Agar, em hebraico significa fugitiva.
Aleluia: Palavra derivada do hebraico “alleluiah” que significa “louvai a Deus”. É o símbolo do sábado da ressurreição para os cristãos, e o tempo da Pesah, a Páscoa dos judeus.
Segundo o ritual fixado pelo Talmud, cantava-se dezoito vezes no ano o grande hallel, especialmente durante o repouso pascal. O grande hallel são os Salmos de nº 11 a 13 que principiam pela palavra aleluia. A aleluia é recitada em sinal de júbilo, especialmente na época da Páscoa.
Amã: Capital do reino da Jordânia, localizada no norte da Arábia a cerca de 40 quilômetros do Mar Morto. Na antiguidade foi conhecida pelos nomes de Filadélfia, Amon e Rabat.
Amós: Um dos doze chamados profetas menores de Israel, segundo a Bíblia. Profetizou os reinados de Oséias e Jeroboão no século 9º a.C.
Ana: Segundo a tradição mãe da virgem Maria e esposa de Joaquim. Seu nome em hebraico significa graça. Não existe nada a seu respeito na Bíblia.
Ananias: Personagem bíblico que participou da conversão de Saulo de Tarso, em Damasco. Sumo-sacerdote que presidiu o julgamento de Paulo em Jerusalém, filho de Nedebaio. Foi morto no começo da revolta dos judeus, em 59 d.C. acusado de colaborar com os romanos.
André: Um dos doze apóstolos de Jesus e irmão de Pedro. Supõe-se que pregou o Evangelho em Patras e na Acaia, sendo crucificado sobre dois lenhos em forma de X.
Aram: Quinto filho de Sem e neto de Noé. Seus descendentes, os arameus, povoaram a Síria e a Mesopotâmia, cuja língua chamou-se Aramaico. A primeira vez na história em que se encontram referências aos arameus é quando se estudou os Sargônidas e o Mundo Oriental, antes de Ciro. Descrevendo os limites da Assíria informaram que a SE se localizavam os “conquistadores principados arameus” que colocou a Assíria em contato direto com o antigo império de Elam.
O aramaico parece ter sido o dialeto mais próximo do antigo falar de Israel, sendo por isso mesmo aprendido e depois adotado pelo povo na época de Jesus.
Os discípulos de Jesus falavam em aramaico, pois eram pessoas do povo e segundo a tradição e a Bíblia desconheciam o hebraico douto.
Anátema: Na acepção estritamente fiel à etimologia, a palavra anátema deve ser considerada como a indicação de um homem ou um objeto que foi separado do convívio dos homens, quer seja por uma boa ou má intenção. Os doutores da igreja empregam-na muitas vezes nesse sentido. É usada como uma sentença que expulsa do seio de uma sociedade religiosa a pessoa contra quem foi pronunciada.
Na idade média esta palavra teve uma ressonância terrível pois o anátema era considerado uma punição superior à excomunhão (que não era mais que uma separação transitória da comunhão dos fiéis).
Ordinariamente era empregado contra os hereges que combatiam os dogmas e a autoridade da igreja.
São João Crisóstomo, numa homilia, da a seguinte explicação: O que é o anátema? São Paulo vos responde: Se alguém não ama Nosso Senhor Jesus Cristo, que ele seja anátema, isto é, que ele viva separada da congregação, estranho a todos.
Anglicanismo: Religião oficial da Inglaterra, Irlanda e Reino Unido. Possui adeptos também na América do Norte. Foi criada pelo rei Henrique VIII que irritado pela resistência do papa Clemente VII de lhe conceder o divórcio de Catarina de Aragão, pois sua consciência o atormentava por ter se casado com uma cunhada, uma tia do imperador Carlos V.
Não conseguindo a licença de Roma decidiu ele mesmo anular seu casamento e casar-se com Ana Bolena. Henrique VIII se autoproclamou chefe da igreja da Inglaterra, que passou a se chamar Igreja Anglicana.
A rainha Isabel consolidou de vez o anglicanismo fazendo aprovar, pelo sínodo de Londres em 1562, a célebre confissão de fé da Igreja Anglicana, elaborada por Cranmer. A doutrina anglicana nega a infabilidade dos concílios papais, conservando apenas os sacramentos do batismo e da comunhão. Nega a existência do purgatório, as indulgências, o culto aos santos e a Maria.
O rei da Inglaterra é o poder supremo da igreja.
Anjos: Os anjos são considerados superiores ao ser humano carnal, substâncias incorpóreas e inteligentes.
Segundo uma classificação que remonta aos primeiros séculos da era cristã, divide-se em três hierarquias. A primeira é formada pelos serafins e querubins, a segunda pelas denominações, virtudes e potências e a terceira e última pelos anjos e arcanjos, que abrange os espíritos em geral.
Ainda segundo a doutrina da igreja católica os anjos não existem desde a eternidade passada, pois foram criados pela graça de Deus, mas com a liberdade de escolha entre o bem e o mal.
É artigo de fé que um terço deles pecou e foram condenados a um suplício que não terá fim. A traição oral atribui ao pecado do orgulho a causa da sua queda. Há, portanto, os anjos que perseveraram, chamados anjos bons e os anjos caídos ou maus anjos também chamados de diabos. Segundo a crença popular existem relações misteriosas entre o mundo angélico e o mundo terráqueo com os anjos bons auxiliando os seres humanos, encaminhando-os no caminho do bem, ao passo que os anjos maus os pervertem, impelindo-os para o mal.
Apóstata: É a pessoa que cometeu apostasia ao renegar a religião na qual foi doutrinado desde criança para seguir outra.
Arca da Aliança: Caixa em que se guardavam as Tábuas da Lei e outros objetos, como a vara de Arão e um punhado de maná. Foi construída segundo as instruções de Deus dadas diretamente a Moisés. Era riquíssima, guarnecida de lâminas de ouro, tanto interna quanto externamente. Sua guarda era responsabilidade dos levitas, que eram os únicos que podiam tocá-la. A cobertura chamada “propiciatório” tinha a forma de uma coroa de ouro servindo de pedestal a dois querubins, também de ouro, de asas abertas.  Os hebreus tributavam grande veneração a ela, levando-a nas suas expedições guerreiras como penhor da proteção divina. Foi colocada no Templo de Jerusalém, construído por Salomão onde esteve até que este fosse destruído pelos caldeus.
Arrependimento: Sentimento de pesar causado pela violação da Lei de Deus. Resulta na livre aceitação do castigo e na disposição de evitar futuras violações.
Essa é a definição da ética e refere-se mais particularmente a lei e a moral humana.
Segundo o cristianismo é o sentimento de culpa que se apossa da pessoa em virtude de uma falta cometida por atos, palavras ou pensamentos, que ela preferia não ter praticado, dito ou concebido e que a conduz ao propósito de mudar de atitude ou de comportamento e ao desejo de penitenciar-se.
A simples disposição de evitar futuras violações é de valor relativo pois, válido sobre todos os aspectos é o arrependimento que leva a reparação da falta cometida.
O que se espera é que a pessoa repare seu erro de modo objetivo: se por palavra ofendeu, busque o perdão do ofendido; se por atos causou danos indenize o prejudicado. Se por pensamentos desejou o mal ou prevaricou conscientize-a disso e moralmente se transforme para viver em paz com sua própria consciência.
Ascensão: Os Evangelhos de Mateus e João descrevem a elevação de Jesus aos céus e o coloca sentado a direita de Deus, mas sem determinar a maneira como ela se operou.
Marcos conta que depois de ter falado uma única vez com os discípulos Jesus subiu aos céus, onde se assentou a direita de Deus.
Lucas, nos atos dos apóstolos da outros pormenores. Foi no quadragésimo dia depois da ressurreição que a ascensão teve lugar.
Nesse dia, estando Jesus com os discípulos no Monte das Oliveiras, deu-lhes as suas últimas instruções.
Depois subiu aos céus numa nuvem que o escondeu aos seus olhares.
Dois anjos, então, lhes anunciaram que Jesus voltaria do mesmo modo como tinha partido.
Asceta: É a pessoa que vive praticando devoções e penitências. Antes de Jesus, os essênios e João Batista já praticavam a vida ascética.
Os estoicos davam a si mesmo o nome de “ascetas” comparando-se aos atletas que por um regime e também exercícios especiais sustentavam seu vigor para a luta.
Paulo, por exemplo, aplicou-se na luta contra si próprio e contra os inimigos da sua salvação.
Houve desde os primórdios do cristianismo ascetas propriamente ditos, isto é, cristãos vivendo no celibato, praticando diversas mortificações, não levando uma vida comum as outras pessoas e sem se retirarem completamente do mundo.
Asceticismo: Doutrina moral que se baseia no desprezo do corpo e da influência das sensações físicas. O asceticismo, isto é, a prática regular de mortificações corporais buscando a perfeição moral, corresponde a uma misteriosa necessidade da alma humana, e por isso é encontrada na maior parte das religiões.
Assíria: Império da antiguidade, edificado no curso médio do Rio Tigre, as margens do qual se encontravam as suas principais cidades Assur e Nínive. Como seu próprio nome poderia sugerir não existiu nenhuma relação de parentesco ou de descendência entre os antigos assírios e os atuais sírios.
O povo semita chamado de assírios construiu as cidades de Níneve e Assur que tiveram na idade antiga importante papel histórico sendo que passaram repetidas vezes de um para outro domínio. Segundo historiadores da época tinham acentuado tipo judeu, usando roupas compridas e barretes altos.
Foram aliados do Egito contra a Babilônia desenvolvendo consideravelmente sua arte militar, fazendo contínuas incursões guerreiras por toda a região.
Nínive, a chamada cidade de pedra, era rival da cidade de tijolos, a antiga e grande Babilônia, ambas as cidades semitas.
Dominou toda a Ásia Ocidental e esse domínio só terminou sob os golpes combinados da Babilônia e dos Medos e Persas, em data controvertida, sendo que alguns a situam entre 606 e 625 a. C.
Assuero: Nome hebraico com o qual a Bíblia faz referência a um rei da Pérsia, talvez Xerxes I, que se casou com uma judia chamada Ester, que lhe pediu que publicasse um édito de libertação do seu povo.
Ateísmo: É a doutrina dos povos que não admitem a existência de Deus. Se a considerarmos no sentido lato, essa palavra “ateísmo” tem o significado de “viver sem Deus”.
Tem, portanto, um significado prático, merecendo esse nome todo aquele que vive como se Deus não existisse.
No sentido geral essa palavra pode aplicar-se a toda doutrina filosófica que considera ficção a concepção de um Deus pessoal, senhor e criador todo poderoso do mundo.
Assim considerado, o Ateísmo divide-se em várias escolas: o Atomismo, o Positivismo e o Panteísmo com todas as suas diferentes formas.
No sentido mais restrito da palavra aplicam-se exclusivamente as doutrinas científicas que enxergam na matéria o princípio de todos os seres.
Os que compreendem desta forma o ateísmo estão separados dos positivistas e dos panteístas, isto porque os primeiros consideram vãs todas as indagações das cousas primárias, ao passo que os segundos substituem a abstração “matéria” por outras abstrações, como a “substância”, a “ideia” e a “vontade”.
Atos dos Apóstolos: Nome dado ao quinto livro do Novo Testamento, escrito, segundo a maioria dos estudiosos da Bíblia, pelo discípulo de Paulo, Lucas.
O livro é considerado um verdadeiro monumento literário, de enorme valor religioso, histórico e de estilo.
Narra a vida e os atos dos primeiros seguidores de Cristo, principalmente os apóstolos Pedro e Paulo, perfazendo um período de cerca de 33 anos após a morte do Senhor Jesus.
Augusto: Primeiro imperador de Roma pertencente à família César, cujo nome era Caio Júlio César Otávio, que viveu aproximadamente de 63 a. C. a 14 d. C.
Nascido em Roma e sobrinho em segundo grau do ditador César, que em virtude disso foi assassinado pelos republicanos revoltosos quando tinha 56 anos de idade. Os conjurados ao optarem pela morte de César apenas, passaram o controle da situação política a Otávio, que formou o primeiro “trium-virato”, ou seja, o primeiro governo constituído por três pessoas.
Otávio, Antônio e Lépido declararam guerra contra os revoltosos sendo que os dois principais inimigos, Brutus e Cássio foram derrotados por Antônio e Otávio em Filipos, onde Brutus e Cássio se suicidaram.
Com o afastamento de Lépido ficaram frente a frente Otávio e Antônio, que havia repudiado Otávia irmã de Augusto para esposar a rainha do Egito Cleópatra.
A batalha de Actium, entre Otávio de um lado e Antônio e Cleópatra do outro, decidiu a favor de Otávio o destino de Roma.
Senhor da República, Otávio transformou-a aos poucos em império. Entre os anos 27 a 10 a. C. foi investido do chamado “Imperium” poder militar e religioso supremo, com o nome de “Imperatur” e sobrenome “Augustus” que significa sagrado em Latim.
Criou a famosa guarda imperial os “pretorianos” que desempenharam papel decisivo no Império.
Governou Roma como um Deus e morreu em Nola aos 66 anos, sendo que seus sucessores adotaram o título de “César Augustus” para designar o imperador.
Foi substituído, após a sua morte, por seu filho adotivo Tibério.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

As boas novas do Novo Testamento

A Bíblia testifica, isto é, da testemunho da vinda do Senhor Jesus Cristo a terra.
Por isso é que precisamos estudá-la sempre, para podermos conhecê-lo.
Muitas vezes ouvimos pastores, padres, irmãos leigos, participamos de cultos, missas, aprendemos doutrinas, teologia mas, o que realmente precisamos conhecer é o Senhor Jesus.
Nosso envolvimento com religião geralmente trás decepções mas o nosso relacionamento com Cristo nos trás a salvação.
Costuma-se dizer que todos os caminhos levam a Deus, porém, Jesus Cristo disse: João 14.6 - "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim".
Muitos pregadores dizem: venha para nossa igreja, mas Jesus Cristo disse: Mateus 11.28 - "Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei".
O precursor, João Batista, já havia esclarecido ao povo a respeito da vinda do Filho de Deus: João 1.29 - "No dia seguinte, viu João a Jesus que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo".
Ele tira do nosso coração a nossa natureza má, muda nossas atitudes pecaminosas, como o furto, a avareza, a maldade, a intriga, a briga, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura, a prostituição, o adultério, etc..., com as quais nós todos nascemos.
Todos somos portadores dessa natureza desde o ventre de nossa mãe. Não há religião, escola, educação que consiga mudar esses extintos malignos dos seres humanos.
Somente Jesus Cristo pode nos libertar. 
João 8.36 - "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres".
Jesus nos atraiu a Si mesmo para nos fazer participantes de sua morte.
João 12.32 - "E Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo".
Vejamos o que está escrito em Romanos capítulo 6.
Romanos 6.6 - "Sabendo isto, que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos".
Jesus morreu com a nossa natureza maligna plantada Nele quando nos atraiu a Si mesmo, consequentemente, morremos juntos com Ele.
Deus nos gerou de novo através da ressurreição de seu Filho Jesus Cristo, como está escrito em 1 Pedro capítulo 1.
1 Pedro 1.3 - "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos".
Somente com a presença de Cristo é que temos vida plena e liberta, pois na presença do pecado temos escravidão e morte.
Romanos 8.6 - "Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz".
Se você está em pecado faça como está escrito no Livro de Lamentações de Jeremias capítulo 3.
Lamentações 3.29 - "Ponha sua boca no pó; talvez ainda haja esperança".
Não deixe para procurá-lo qualquer dia desses.
Só Jesus Cristo pode libertá-lo totalmente do pecado. 
Se você deseja mais informações busque a Deus, através da sua Palavra Escrita, a Bíblia.

domingo, 30 de novembro de 2014

A necessidade de andar e viver no Espírito

Paulo mostra no capítulo cinco de Gálatas a nossa necessidade de andar e viver no espírito para desfrutarmos os frutos do Espírito e deixarmos de atender a concupiscência da carne.
Quando uma pessoa aceitar o Evangelho devemos ensiná-la a invocar o nome do Senhor Jesus para que possa viver no Espírito.
Se não andarmos no Espírito não há crescimento na nossa vida espiritual pois é somente através do Espírito que recebemos mais da vida divina.
O último Adão, o Senhor Jesus tornou-se o Espírito que dá vida.
1 Coríntios 15: 45 - "Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão, em espírito vivificante."
Esse Espírito tornou-se um com o nosso espírito.
1 Coríntios 6: 17 - "Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito."
Portanto se desejamos receber mais da vida divina que esse Espírito dá, precisamos voltar-nos a Ele em nosso espírito, invocando para isso o nome do Senhor Jesus.
1 Coríntios 12: 3 - "Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema! E ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo."

A Torre de Babel


Quando lemos:


Gênesis 4: 26 - "A Sete também nasceu um filho, a quem pôs o nome de Enos. Foi nesse tempo que os homens começaram a invocar o nome do Senhor.

Temos a impressão de que foi Enos que começou a invocar o nome do Senhor.

Mas não foi pois ele havia acabado de nascer e portanto não podia invocar. "Os homens" mencionados no versículo "Foi nesse tempo que os homens começaram a invocar o nome do Senhor" são sem dúvida, Adão, Eva, Sete e os outros filhos e filhas do casal.

Nós precisamos do Senhor porque somos frágeis e mortais e não existe nada em que possamos apoiar-nos ou confiar. Dependemos do Senhor e por isso invocar o Seu nome é uma confissão de que dependemos Dele.

Devemos, portanto, confessar: Senhor Jesus sem Ti não tenho alegria; sem Ti, não tenho paz; sem Ti não tenho segurança. Ó Senhor Jesus, eu necessito de Ti.

O maior exemplo da falta de dependência Dele, foi a construção da Torre de Babel. Ela foi o resultado da independência humana e um ato de rejeição completa a Deus.

O desejo de Deus é ter um edifício, a igreja, construído com pedras vivas os cristãos. No novo céu e nova terra Deus terá a plenitude de Seu edifício, que é a Nova Jerusalém, o resultado de nossa dependência Dele.

A Torre de Babel, imitação do edifício de Deus, feita por Satanás, era de tijolos de barro, que representa o trabalho humano, realizado com o fim de exaltar o nome de Satanás perante os homens.

Deus criou o homem para que este, coletivamente, agindo como Sua auxiliadora, O ajudasse a cumprir Sua economia eterna.

Mas em Babel, nome hebraico que significa confusão, Satanás fez com que o homem rejeitasse completamente a Deus.

Por ter feito uma promessa a Noé, de que Ele não mais castigaria a raça humana, ele apenas dispersou os homens, pois se eles permanecessem juntos certamente iriam exaltar um herói, um homem acima de todos eles, o qual por intermédio de Satanás, tomaria o lugar de Deus.

Então Deus confundiu-lhes a linguagem acabando com sua unidade malígna. Assim Ele poderia iniciar uma obra de restauração.

Gênesis 11: 7, 8 - "7 Vinde, desçamos, e confunda-mos ali a sua linguagem, para que não estenda um a linguagem do outro.

8 Assim o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra, e cessaram de edificar a cidade.

sábado, 29 de novembro de 2014

Invoque o Nome do Senhor


Caim matou Abel e foi amaldiçoado e expulso da presença de Deus. Por não poder ficar na presença do Senhor Caim criou uma civilização sem Deus.


Deus sempre desejou que o ser humano dependesse apenas Dele em todas as coisas. Mas por se encontrar longe de Deus Caim e seus descendentes tiveram que garantir sua sobrevivência através deles mesmos.

Por isso Jabal foi o pai dos que possuiam gado para assim não depender de Deus para o seu sustento.

Entretanto além dessa necessidade máxima de sustento da carne também existe no homem o desejo de procurar alegria e diversão. Antes Caim tinha essa alegria por estar na presença de Deus. O Novo Testamento afirma que devemos nos alegrar no Senhor. Mas como pode uma pessoa alegrar-se sem Deus?

Por não ter alegria em Deus Jubal e seus descendentes criaram os instrumentos musicais.

Finalmente, ao perder a companhia do Senhor, o homem também perdeu o Seu cuidado e a Sua proteção.

Por isso as pessoas começaram a matar-se umas às outras, e assim ninguém mais conseguiu ter segurança.

Por não ter Deus, Tubalcaim inventou os instrumentos cortantes, ou seja, as armas, para sua proteção.

O neto de Adão, filho de Sete, recebeu o nome de Enos. Qual o significado desse nome? Enos em hebraico significa frágil, mortal. Isso mostra que tanto Adão como Sete, seu filho, tinham plena consciência de que sem Deus o homem é muito frágil.

A civilização sem Deus, criada por Caim, achava que era forte e auto-suficiente.

Porém, Adão e Sete perceberam que todos eles eram fracos, que sem Deus não há paz, não há alegria, não há sustento e nem proteção.

Gênesis 4: 26 - "Foi nesse tempo que os homens começaram a invocar o nome do Senhor."

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

O ser humano é constituído de três partes: espírito, alma e corpo

O ser humano é constituído, segundo a Bíblia, de três partes: espírito, alma e corpo.
1 Tessalonicenses 5: 23 - "E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo."
No Antigo Testamento o Tabernáculo construído por Moisés e o Templo, construído por Salomão, Também estavam divididos em três partes: o átrio exterior, o Santo Lugar e o Santo dos Santos. Ao estudarmos essas partes começamos a entender porque a nossa experiência espiritual é progressiva.
No holocausto, o principal sacrifício do judaísmo, o animal oferecido pelo pecador era levado ao átrio exterior onde o ofertante impunha as mãos sobre ele, identificando-se assim com o animal. O sacerdote após imolar a vítima aspergia o sangue em volta do altar. Essa cerimônia representava a morte do ofertante devido aos seus pecados.
Romanos 6: 23 - "Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor."
Por isso a necessidade do derramamento de sangue para a remissão de pecados.
Hebreus 9: 22 - "E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão."
Perdoado de seus pecados o israelita ainda precisava consagrar-se a Deus. Por isso o animal era esfolado e cortado em pedaços que eram colocados sobre a lenha do altar e queimados completamente.
A fumaça subia a Deus que aceitava o sacrifício.
Isso representava a sua reconciliação com Deus.
Depois do átrio vinha o Santo Lugar, que hoje representa nossa alma. Era onde os sacerdotes serviam a Deus, e somente eles podiam entrar no Santo Lugar.
Quando aceitamos Jesus tornamo-nos sacerdotes de Deus.
1 Pedro 2: 5, 9 - "5 vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo.
9 Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz."
Entretanto, quando começamos a servir a Deus nós o fazemos na esfera da alma.
Assim precisamos avançar e entrar no Santo dos Santos.
No versículo 4 do capítulo 9 de Hebreus encontramos que o altar de ouro estava no Santo dos Santos.
Hebreus 9: 4 - "que tinha o incensário de ouro e a arca do concerto, coberta de ouro toda em redor, em que estava um vaso de ouro, que continha o maná, e a vara de Arão, que tinha florescido, e as tábuas do concerto."
Êxodo 30: 6 - "E porás diante do véu que está diante da arca do testemunho, diante do propiciatório que está sobre o Testemunho, onde me ajuntarei contigo."
Êxodo declara que o altar estava no Santo Lugar, bem próximo ao segundo véu, que estava colocado na entrada do Santo dos Santos.
Como explicar essa aparente contradição?
Quando o Senhor morreu na cruz esse véu se rasgou de alto a baixo.
Mateus 27: 51 - "E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras."
Fazendo com que o altar de incenso passasse a fazer parte do Santo dos Santos.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Lago de Genesaré


No Antigo Testamento esse lago tinha o nome de Cinnereth, que depois foi mudado para o de Gennesareth.
Deu-se lhe, também, o nome de Tiberíades, por causa da cidade de Tibérias que Herodes Antipas edificou nas suas margens em honra do imperador romano Tibério.
Era, ainda, conhecido como Mar da Galiléia porque, devido a grande falta de água na região, os hebreus chamarem de "mar" qualquer ajuntamento de água.
Sendo, por isso, que chamavam o Mar Mediterrâneo de Mar Grande.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Qual o Significado da Arca?


Além do altar de ouro havia no Santo dos Santos uma arca, e dentro dela uma urna de ouro com maná, a vara de Arão que tinha florecido e as tábuas da aliança.


Sobre a tampa da arca, o propiciatório, haviam dois querubins. Qual seria o significado espiritual desses itens?

A arca representa Cristo e os querubins representam a santidade de Deus. O maná era apenas uma prefiguração do verdadeiro pão da vida, Jesus.

O pão da vida é a palavra de Deus, que é Espírito. Assim como a vida física precisa de pão físico, a vida espiritual precisa de alimento divino.

Esse pão divino é o Espírito que dá vida, fazendo a vida divina crescer em nós.

O Senhor nos introduz em suas recâmaras para desfrutarmos Sua Palavra como o pão da vida.

Dentro da arca estava também a vara de Arão que floreceu.

Números 17: 8 - "No dia seguinte, Moisés entrou na tenda do Testemunho, e eis que o bordão de Arão, pela casa de Levi, brotara, e, tendo inchado os gomos, produzira flores, e dava amêndoas."

Aquele galho seco, morto, agora produzia gomos, flôres e amêndoas. Sem dúvida aquele fato representa a vida de ressurreição. Esse é o poder da vida divina: nada pode detê-la, nada pode impedí-la de agir.

Na Bíblia a videira representa vida e varas e cetros representam autoridade. Isso indica que a autoridade de Deus procede de sua vida. Todos os cristãos que servem a Deus tem, portanto, uma vara, mas nem todos tem uma vara com vida.

É essa autoridade que está manifestada no Santo dos Santos.

Por fim havia na arca as duas tábuas da aliança.

Em cada uma delas estavam escritos cinco mandamentos. As tábuas são a representação da Lei, mas, na verdade, elas descrevem a natureza de Deus, que é amor.

O Senhor Jesus resumiu os dez mandamentos em apenas dois:amar a Deus e amar o próximo.

Como falam de amor fica confirmado o fato de que Deus é amor.

Os Dez Mandamentos descrevem Deus. O 1º diz que por ser Ele o único Deus não devemos permitir que nada nem ninguém ocupe o seu lugar no nosso coração. O 2º mostra que Ele é zeloso, não permitindo que o amor devido a Ele seja dado a mais nada. Ele quer ser o nosso único Amado. O 3º proíbe-nos de tomar o seu santo nome em vão, pois seu nome é a sua própria pessoa e de modo algum podemos refirir-mos a Deus de maneira leviana. O 4º diz-nos para lembrarmo-nos do sábado. Muitos interpretam esse mandamento literalmente, e no sábado só descansam. Isso não está correto pois de acôrdo com Hebreus 4, o sábado, o dia do repouso, representa o Reino milenar vindouro.

Precisamos, portanto, lembrar-nos de que futuramente entraremos no repouso do Reino Milenar.

Mas quem entrará nesse repouso? Se nos conduzirmos de acôrdo com o Espírito, seremos vencedores, e então entraremos nesse repouso.

Mas enquanto estivermos na terra, vivos, temos de nos arrependermos de nossos pecados pois Deus é fiel e justo para purificar-nos por meio do sangue de Jesus.

1 João 1: 7-9 - "7 Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.

8 Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós.

9 Se confessamos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça."

Se agora nos lembrarmos do sábado, quando estivermos diante do Tribunal de Cristo, seremos aprovados por Ele. Caso contrário, isto é, se não tivermos resolvido o problema dos nossos pecados, não entraremos no Reino Milenar.



terça-feira, 25 de novembro de 2014

Apostasia!


No livro de João capítulo 6 verso 66 relata a atitude dos discípulos de Jesus de abandoná-lo.


João 6: 66 - "À vista disso, muitos dos seus discípulos o abandonaram e já não andavam com ele."

Longe de mim fazer numerologia mas João 6: 66 fala sobre o abandono.

Abandono da fé e o número 666 estão relacionado com o diabo. Apocalipse 13: 17, 18 - "17 Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome.

18 Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis."

Portanto quem tem o interesse em que as pessoas abandonem a fé senão o próprio diabo.